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NOTA EDITORIAL À LEI DE TÉLEMA

 

O leitor está agora em completa posse do relato de "como tu vieste aqui". O estudante que deseja agir inteligentemente tomará o cuidado de se familiarizar por completo, logo de início, com todas as circunstâncias externas relacionadas com a Escritura do Livro; quer as de importância biográfica, quer as de qualquer outro tipo. Ele deveria assim se tornar capaz de se aproximar do Livro com sua mente preparada para apreender o caráter ímpar do conteúdo, em se levando em conta a sua verdadeira Autoria; as peculiaridades do método do Livro de comunicar Pensamento e a natureza da sua asserção de que é o Padrão da Verdade, a Chave do Progresso, e o Árbitro da Conduta. O estudante poderá formar seu próprio julgamento sobre o Livro somente se ele se fixar no Ponto de Vista correto: o único problema para ele é decidir se o Livro é, ou não é, o que pretende ser: a Nova Lei (no mesmo senso em que os Vedas, o Pentateuco, o Tao The King e o Qu'ran são Leis; mas com a Autoridade adicional de inspiração Verbal, Literal e Gráfica, estabelecidas e comprovadas por evidência interna, com a precisão impecável de uma demonstração matemática). Se o Livro for tudo isto, é um documento único, absolutamente válido dentro dos termos de sua própria tese; incomparavelmente mais valioso que qualquer outro Registro de Pensamento que nós possuímos.

Se o Livro não for tudo isto, é uma curiosidade literária sem valor; pior, é uma espantosa prova de que nenhum grau ou tipo de evidência é suficiente para estabelecer qualquer proposição, uma vez que a mais estrita concatenação de circunstâncias pode ser não mais que um joguete do acaso, e os planos de mais amplo propósito não mais que uma pueril pantomima. Rejeitar este Livro é ridicularizar a Razão, e fazer da Lei de Probabilidade um capricho. Em Sua queda ele estilhaça a estrutura da Ciência, e enterra toda esperança do coração do homem nas ruínas, atirando sobre este monturo os céticos, os cegos, os aleijados, e os maníacos-melancólicos.

O leitor deve enfrentar o problema; meias medidas não servirão. Se há no texto qualquer coisa que reconhece como Verdade transcendental, ele não pode admitir a possibilidade de que o Discursante, dando-Se a tais esforços para Se provar a Si mesmo e à Sua Palavra, pudesse também incorporar Falsidade no mesmo texto, e cercá-la dos mesmos elaborados engenhos(N.T.). E se o Livro for um monumento à loucura de um mortal, o leitor deve tremer ao pensar que tal poder e tal astúcia possam pertencer a super anarquistas tão insanos e tão criminosos.

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(N.T.) Não há nenhum motivo "a priori" por que o leitor não possa admitir uma tal possibilidade; uma Entidade que tem mais sabedoria que o homem não é por isto obrigada a se conformar com as nossas noções de consistência. Não há "garantias" quanto ao Livro da Lei. Lêde o Comento! Não existe lei além de Faze o que tu queres.

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Mas se o leitor perceber que o Livro se justifica a Si Mesmo, o Livro será também justificado de Seus filhos: e o leitor arderá de alegria quando ler do sexagésimo terceiro ao sexagésimo sétimo verso do Terceiro Capítulo, e vislumbrar por vez primeira Quem ele mesmo é em verdade, e a que realização de Si Mesmo o Livro tem virtude para conduzí-lo.

 

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